Remuneração não é fator exclusivo para fixação de profissionais, avalia CFM

Por em outubro 1, 2018

Apesar dos baixos valores pagos na maioria dos concursos públicos com vagas para médicos, o CFM avalia que outros fatores também influenciam a decisão de um profissional optar pela rede pública. “Embora a remuneração seja um importante aspecto a ser considerado na escolha do local de trabalho, não é o mais relevante”, destaca o 1º secretário da autarquia, Hermann von Tiesenhausen.

De acordo com a última edição da pesquisa Demografia Médica no Brasil, entre os fatores que dificultam a adesão dos médicos jovens ao serviço público, o principal é a falta de condições adequadas para o trabalho, apontada por 91,6% dos entrevistados.

A pergunta oferecia sete opções e permitia respostas múltiplas. A segunda condição mais apontada foi a qualidade de vida, com 66,2%; em terceiro, aparece a remuneração, com 63,1%. Já a possibilidade de aperfeiçoamento e especialização foi destacada por 50,2%. Outros 47,8% se referiram a plano de carreira; 45,7% ao ambiente com segurança, sem violência; e 32,7% ao reconhecimento profissional.

Expectativas – De acordo com o mesmo estudo, desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP) em parceria com o CFM e o Cremesp, o rendimento entre R$ 8 mil e R$ 12 mil mensais foi considerado ideal por 43% dos egressos para o início de carreira de um médico, somados todos os vínculos de trabalho. Outros 19,9% citaram rendimentos de até R$ 8 mil, e 21,6%, de R$ 12 mil a R$ 16 mil. Ao serem indagados sobre a expectativa salarial após cinco anos de formados, 81,8% dos egressos consideraram como ideal um rendimento acima de R$ 16 mil.

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*Informações do CFM

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