Propostas sobre atuação profissional no atendimento pré-hospitalar

Por em novembro 28, 2016

Propostas às questões envolvendo a capacitação dos profissionais de saúde, suas atribuições no atendimento pré-hospitalar e no suporte intermediário de vida (SIV) foram discutidas no Fórum de Urgência e Emergência realizado pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), no dia 19 de novembro, na Sede Consolação. A partir das sugestões apresentadas pelos participantes, a Câmara Técnica (CT) Interdisciplinar de Urgência e Emergência do Cremesp irá produzir um documento oficial que defina e estabeleça as competências dos profissionais de saúde que atuam nessas emergências.

No encontro, o presidente do Cremesp, Mauro Aranha, elogiou o empenho das entidades e dos atores que participam do atendimento emergencial em unir esforços conjuntos na elaboração e apresentação de propostas que qualifiquem e otimizem a participação dos profissionais de saúde que atuam nessa frente, médicos e enfermeiros.

“É importante para nós, como instituição, que cada vez mais consigamos definir e estabelecer protocolos que beneficiem especificamente e principalmente a população, que possui uma admiração especial pelas equipes de atendimento pré-hospitalar e que, sabemos, já prestam grandes serviços à comunidade. Meu compromisso, como presidente da Casa, é levar as discussões, contribuições e propostas prévias deste simpósio à plenária do Cremesp e, a partir daí, juntamente com o Conselho Regional de Enfermagem de SP, apresentar aos gestores públicos as necessidades de melhoria das ações propostas”, enfatizou Aranha.

Conduzido pelo conselheiro Renato Françoso, coordenador da Câmara Técnica Interdisciplinar de Urgência e Emergência do Cremesp, o Fórum contou com a participação de Fabíola de Campos Braga Mattozinho e Sérgio Dias Martucchi (Coren-SP), Marisa Aparecida Amaro Malvestio (Ministério da Saúde), Jorge Michel Ribera (Grupo de Resgaste e Atendimento a Emergências – Grau), Marcelo Itiro Takaro (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – Samu/SP), Claus Robert Zeefried e Adalgisa Nogueira Nomura (ambos da CT Interdisciplinar de Urgência e Emergência da Cremesp).

Françoso destacou que a CT de Urgência e Emergência estimula amplas discussões dos problemas relacionados ao setor, em todos os níveis, incluindo as dificuldades do atendimento pré-hospitalar. “As reuniões realizadas com a participação do Coren-SP, de representantes do Samu e do Grau auxiliaram na elaboração das propostas, discutidas e aperfeiçoadas durante nossos encontros anteriores”, informou.

Problemas e Soluções

Durante sua palestra, Sistema de Atendimento Pré-hospitalar (APH) – Estado atual, Marisa lembrou que “o momento mostra uma estagnação sob vários pontos de vista, em razão de desafios políticos, econômicos e sociais importantes e, entre estes, o envelhecimento da população e o aumento de pessoas desempregadas, forçando a migração dos pacientes dos planos privados de saúde e para o SUS”. Ela lembra: “convivemos com uma transição demográfica muito acentuada, o modelo do atendimento público está bastante desatualizado e não nos preparamos para responder às demandas atuais”. Para ela, “a regulação do APH é a chave para obter melhorias do sistema, que deve ser rapidamente reformulado para permitir que evolua”. Segundo a representante do Ministério da Saúde, os principais desafios do setor APH são: garantir a capacitação dos 60 mil profissionais que atuam nessa frente; definir estratégias capazes de fixar os profissionais neste tipo de atendimento, principalmente médicos; e reordenar e compartilhar as competências, garantindo o acesso e o cuidado do paciente crítico, com segurança, mesmo na ausência do médico.

Ao explicar as atribuições do Grau, Ribera levantou a questão da ausência de equipamentos especiais para o atendimento de urgência nas ambulâncias. “É preciso capacitar os enfermeiros e uma equipe de enfermagem plena, que possam atuar no atendimento dos pacientes críticos, tanto em unidades aéreas como terrestres, independente da presença do médico, estabelecendo protocolos que autorizem a atuação de enfermeiros experientes. Existem normas reguladoras, no setor, para o médico, mas não para o enfermeiro e é preciso estabelecer diretrizes para a atuação legal e harmônica desses profissionais”, afirmou.

Quanto a isso, Zeefried destacou que a telemedicina pode auxiliar porque “representa uma ferramenta imprescindível para otimizar a comunicação entre médicos e enfermeiros, na medida em que ampara os profissionais na sua tomada de decisão, estabelecendo quais manobras podem ser feitas com segurança e por qual profissional”.

*Informações do Cremesp

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