Presidente da CPI das Órteses e Próteses recebe críticas ao anunciar término dos trabalhos

Por em junho 30, 2015

A pressão para que a CPI das Órteses e Próteses seja prorrogada, tendo mais tempo para investigar, ganhou um novo tom, quando o presidente Geraldo Resende anunciou que o relatório final vai ser lido na próxima quarta feira, dia 8. A nove dias do prazo final, o pedido de prorrogação até foi apresentado, mas existe um acordo de que isso não aconteceria. O problema é que, sem tempo, fica difícil abrir outras frentes de investigação. Desvios de materiais do sistema público de saúde do Rio de Janeiro e a formação de cartel na venda de equipamentos no Nordeste também estariam na mira de alguns integrantes. O combate à “máfia branca”, como diz o deputado João Carlos Barcelar, do PR-BA.

“Essa CPI era pra ser mais ampla, era uma CPI pra poder, inclusive, desnudar e acabar com a máfia branca no Brasil”

Já o deputado Sílvio Costa (PSC-PE) foi ainda mais duro.

“Esta CPI é uma vergonha para o país. Eu tô envergonhado desta CPI. Envergonhado dessa sua presidência. Você tá melando a sua história, Geraldo Resende, com essa CPI”

O presidente Geraldo Resende respondeu no mesmo tom.

“O deputado pouco se faz presente aqui na CPI e quando vem, vem pra tumultuar. É o tipo de prática que ele faz e o tipo de ação que ele faz com o seu mandato. Não cabe a mim fazer julgamento, cabe ao povo de Pernambuco e ao povo que o conhece fazer essa avaliação”

Caberá agora ao relator, deputado André Fufuca, do PEN-MA, apresentar uma conclusão da CPI. Ele acredita que a comissão já identificou o padrão de funcionamento da máfia e que vai poder apresentar uma solução para problema.

“Haverá indiciamentos por parte da comissão para o Ministério Público, da mesma forma que aqueles o qual a comissão não teve o tempo pertinente, na fase da investigação, também irá encaminhar e solicitar ao Ministério Público e à Polícia Federal que façam essas investigações. Da mesma forma, teremos encaminhamento de projetos de lei. Projetos de lei que considero fundamentais para coibir e impedir essa prática futura”

Além da polêmica sobre o término dos trabalhos da CPI, a comissão ouviu hoje depoimentos de representantes das empresas acusadas de participar da chamada máfia das órteses e próteses, entre eles Sandro Dian, da Stryker. Um dos distribuidores ligados à empresa dele foi citado na reportagem que deu origem à CPI. Sandro garantiu que rompeu relações comerciais com o distribuidor citado.

*Informações da Agência Câmara

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