Parecer trata do uso de terapia por ondas de choque

Por em dezembro 6, 2016

As chamadas ondas de choque têm o mesmo tipo de energia inicialmente utilizada na litotripsia renal, já considerada ato médico conforme Resolução CFM nº 1.674 , de 29 de setembro  de 2003. Quando se observou ter efeito cicatrizante, anti-inflamatório e regenerativo dos tecidos tendíneos e dos ossos, iniciou-se sua utilização nas doenças do aparelho locomotor e sistema musculoesquelético.

Com o avanço da tecnologia, foram criados equipamentos que geram dois tipos de ondas: as chamadas radiais, mais superficiais e menos intensas, utilizadas para tratamento de enfermidades mais superficiais; e as chamadas focais, mais profundas e intensas, para o tratamento das lesões mais profundas, em especial das enfermidades ósseas, sendo procedimento invasivo que tem riscos e exige cuidados de quem a manipula em benefício e segurança do paciente.

Por se tratar de procedimento invasivo e com riscos potenciais para a saúde do paciente, deve-se considerar que somente o médico seja o profissional habilitado para indicar e realizar o tratamento das enfermidades por meio da terapia por ondas de choque, pois detém o conhecimento dos parâmetros necessários para garantir que seja realizado com segurança e eficácia, evitando as contraindicações e minimizando os riscos de possíveis intercorrências e complicações e, caso estas ocorram, tem competência técnica para conduzir da melhor maneira as manobras, prescrições e orientações no sentido de minimizá-las ou corrigi-las.

É o que orienta o Parecer número 44/2016 do Conselho Federal de Medicina.

Para ler o documento na íntegra, clique aqui.

(Informações do CFM)

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