Parecer CFM orienta sobre o uso do colírio de soro autólogo

Por em Janeiro 12, 2018

O uso terapêutico do colírio de soro autólogo é reconhecido cientificamente e possui eficácia comprovada. A orientação consta no Parecer número 40/2017, publicado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). O colírio de soro autólogo é um produto derivado do sangue. O processamento e a disponibilização farmacêutica do colírio de soro autólogo são regulados por leis governamentais na maioria dos países. A Portaria Ministerial nº 158, de 4/2/2016, que trata da regulamentação do uso e manuseio do sangue e seus derivados, define os componentes sanguíneos especiais (art. 5º, inciso VII) dentre os quais se enquadra o colírio de soro autólogo.

De acordo com o documento, o uso terapêutico do colírio de soro autólogo no tratamento de desordens da superfície ocular tem sido cada vez mais empregado pela comunidade oftalmológica de todo o mundo. Portanto, essa terapêutica é reconhecida cientificamente e possui eficácia e segurança comprovadas. No entanto, como o colírio não se encontra disponível comercialmente, o acesso a este é dificultado pelo custo e pelo inconveniente da necessidade de doação do sangue e de seu processamento para a confecção do colírio de soro autólogo.

Portanto, como já referido, é necessário o seu cumprimento no que compete ao procedimento em questão, desde a seleção do doador de plasma, no caso o paciente, a coleta, o processamento, a estocagem e a liberação do produto. Para tanto recomenda-se a observação ao disposto na Portaria Ministerial nº 158/2016, com o objetivo de aperfeiçoar a eficácia terapêutica e a segurança do produto.

Para ler o Parecer na íntegra, clique aqui.

*Informações do CFM

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