Para Sindicato, Prefeitura de São Paulo não está disposta a negociar carreira médica

Por em setembro 24, 2014

O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) concluiu que o governo não está disposto a negociar um novo enquadramento dos médicos da Prefeitura, já que os médicos que estão nas últimas categorias hoje não serão enquadrados na devida posição na nova carreira proposta pela Secretaria da Saúde.

Durante a assembleia o presidente do Simesp, Eder Gatti, apresentou o andamento das negociações e o resultado das últimas reuniões do Sistema de Negociação Permanente da Saúde (Sinp-Saúde) da Prefeitura de São Paulo. “Além do não enquadramento dos médicos nas últimas categorias, os trabalhadores do Hospital dos Servidores Públicos Municipais (HSPM) e Autarquias Hospitalares serão prejudicados no enquadramento por estarem presos hoje no início da carreira. Os médicos do HSPM são vítimas de uma distorção da carreira vigente. A prefeitura poderia utilizar o enquadramento da nova carreira para compensar essa distorção”.

Outro ponto crítico debatido é o valor do plantão extra. Atualmente, é pago R$ 441,82 por plantão extra em unidades do centro e R$ 619,95 na periferia. “É um valor extremante defasado se comparado ao que é pago pelo Estado, por organizações sociais e por serviços privados”, ponderou Gatti. A prefeitura não mudará o valor do plantão extra na nova proposta, mas se comprometeu a discutir a questão posteriormente.

Durante a assembleia os médicos servidores da Prefeitura de São Paulo deliberaram continuar lutando por reinvindicações como aumento superior à inflação para todas as categorias, em todos os anos; rejeitar o enquadramento proposto pelo governo – que os profissionais sejam enquadrados conforme a nova regra; aumento do valor da gratificação por difícil provimento e preceptoria; aumento do plantão extra e fim da lei salarial 13.303 de 2002, que dispõe sobre a revisão geral anual da remuneração dos servidores públicos municipais, bem como sobre o reajuste de seus vencimentos.

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