O uso das mídias digitais por médicos

Por em Maio 2, 2018

No meu, no seu, no nosso bolso, atualmente os smartphones são praticamente parte do nosso corpo, com ele conseguimos estar conectados com o mundo inteiro. Pensando nisso, a Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas (SMCC), apoiada pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e pela Ordem dos Advogados do Brasil – São Paulo (OAB-SP) promoveram uma palestra com o tema Mídias Digitais, CRM e o Judiciário para discutir o assunto. O encontro aconteceu na última quinta-feira (26/04), no auditório da SMCC, em Campinas (SP).

Para falar sobre o assunto, foram convidados, Fátima Bastos, presidente da SMCC; Carlos Alberto Casanova Campos, presidente da Comissão de Direito Digital/Eletrônico da OAB-Campinas; Marisa Broglio, delegada da delegacia do Cremesp, em Campinas; Idalvo Camargo de Matos Filho, membro da Comissão de Direito da Saúde da OAB Campinas; e Márcio Marques Inácio, presidente da Comissão da Saúde da OAB Campinas.

A presidente da SMCC, Fátima Bastos, comentou sobre a importância de promover encontros como esse. “Os jovens médicos já nasceram e estão vivendo com o celular na mão. Precisamos ter cuidados éticos ao utilizar as mídias digitais. Nós estamos aqui para explicar o que é ético e o que não é. Mostrar atitudes que podem trazer problemas junto ao CRM. Nosso papel é de educador”, destacou Bastos.

Quase todos os usuários utilizam o smartphone para acessar redes sociais. De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Google, o WhatsApp, por exemplo, está instalado em 93% dos 263 milhões de smartphones ativos no Brasil. O aplicativo de mensagens instantâneas veio para facilitar nossa vida, a comunicação passou a ficar mais clara e direta, facilitando até mesmo o nosso trabalho. Mas para os profissionais da área da saúde o uso necessita cautela.

De acordo com as Resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM) nº 1.974/11 e nº 2.126/15, a divulgação de conteúdo audiovisual que inclua pacientes, cadáveres ou animais, em qualquer mídia social (sites, blogs, Facebook, Twitter, Instagram, YouTube, WhatsApp e similares), é expressamente proibida, tanto as existentes quanto aquelas que venham a ser desenvolvidas.

“O excesso por meio das mídias sociais é um assunto que gera muitas denúncias no Cremesp. Por isso, é importante esclarecer médicos e médicas sobre o uso dessa nova comunicação”, reforçou a delegada do Cremesp, Marisa Broglio.

Nesse ano, a Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos (Codame) do Cremesp já registrou 112 sindicâncias sobre este tema. Ao longo de 2017 foram abertas 484 sindicâncias.

Para Márcio Marques Inácio, é primordial que haja conhecimento da legislação do Cremesp. “A Codame é muito atuante no Estado de São Paulo. Uma quebra do sigilo ético profissional pode acontecer apenas por compartilhar uma foto entre médicos. A divulgação de imagens ou documentos médicos sem autorização do paciente, ou até com a autorização, pode resultar em infração”, concluiu.

“A infração ética tem aumentado em todas as áreas, a questão é que tem algumas profissões como a de Medicina e a do Direito em que as regulamentações para mídias ou publicidade restringem o uso. Mas muitos profissionais tem tido bom senso. Acredito que orientações e discussões como as de hoje servem como uma “Educação Digital”, pois ajuda na conscientização”, finalizou o presidente da Comissão de Direito Digital/Eletrônico da OAB-Campinas, Carlos Alberto Casanova Campos.

*Informações do Cremesp

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