MPF em MG quer que Hospital de Clínicas da UFU aumente número de vagas para hemodiálise

Por em junho 26, 2018

O Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF/MG) ajuizou ação civil pública com pedido de liminar, para que o Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) passe a oferecer sessões de hemodiálise também no turno da noite.

A hemodiálise é um procedimento de limpeza e filtragem do sangue por meio de uma máquina — função que, em pessoas saudáveis, é cumprida pelos rins. Quando os rins não funcionam corretamente, o procedimento pode ser usado para retirar do sangue os resíduos prejudiciais à saúde.

Atualmente o HC-UFU atende a pacientes com doenças renais agudas e crônicas graves, que necessitam da hemodiálise, em dois turnos. Além do hospital, existem outras clínicas particulares na cidade que também oferecem o tratamento. No entanto, a oferta não é suficiente para o número de pessoas que comprovadamente necessitam da hemodiálise, e a cidade já tem um histórico de grandes filas de espera por atendimento.

Além disso, a ação afirma que muitos pacientes em situação grave acabam sendo internados no pronto-socorro enquanto aguardam por uma vaga no setor de hemodiálise. A internação, além de postergar o tratamento adequado, coloca o paciente desnecessariamente em exposição a possíveis contaminações típicas do ambiente hospitalar.

Para o procurador da República Cléber Eustáquio Neves, autor da ação, “é inconcebível a omissão da UFU na solução desse problema, já que no período noturno os equipamentos ficam sem uso no setor de hemodiálise, enquanto vários pacientes ficam internados, por tempo indeterminado, no pronto-socorro, aguardando uma vaga, sujeitos a toda sorte de infecções hospitalares”.

A ação ressalta que a solução para a fila de espera é clara, já que o acréscimo de mais um turno no funcionamento do setor de hemodiálise do HC-UFU, se não for o suficiente para suprir toda a demanda, conseguirá atender a maior parte dos pacientes, principalmente os que estão em situação grave.

Danos morais — Além de pedir que a UFU mantenha três turnos de atendimento no setor de hemodiálise do Hospital de Clínicas, o MPF também pede que a universidade pague indenização por danos morais coletivos pelo tempo em que não disponibilizou à população o terceiro turno, razão que tem motivado a internação indevida de centenas de pacientes no pronto-socorro.

*Informações do Ministério Público Federal em Minas Gerais

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