Ministro da Saúde diz que governo pode impor vacinação de venezuelanos

Por em Março 22, 2018

O governo brasileiro negocia a possibilidade de obrigar os venezuelanos que chegam ao Brasil, principalmente pela fronteira com Roraima, a serem vacinados contra sarampo assim que entrarem no país.

A informação foi dada pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, nesta quarta-feira (21), ao sair de audiência com o presidente da comissão de Seguridade Social, deputado Hiran Gonçalves (PP-RR), o diretor da Organização Mundial de Saúde, o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus, e outros deputados.

Segundo Ricardo Barros, apesar de não saber ainda de que maneira, a ideia do ministério é modificar compromisso internacional feito pelo Brasil de não impor vacinação. O ministro aproveitou a vinda do presidente da OMS ao Brasil para tratar do assunto.

“Eu pedi a ele que nós possamos alterar um acordo internacional que temos com a Organização Pan-Americana de Saúde que proíbe impor a vacina a qualquer pessoa que transite de um país para o outro. Isso é facultativo. Nós temos um posto de vacinação na divisa de Pacaraima, esse posto está com as vacinas disponíveis, mas as pessoas que não quiserem ser vacinadas nós não podemos impedi-las”, disse.

O deputado Hiran Gonçalves é médico e tem acompanhado a situação do surto de sarampo, doença que já estava erradicada no Brasil, trazido com a chegada dos venezuelanos. Segundo ele, os migrantes não têm recusado a vacina.

Campanha
“Não há resistência dos venezuelanos em relação à imunização. A campanha está sendo muito divulgada, a importância de se vacinar é muito grande e os venezuelanos que não têm condições de se vacinar no seu país consideram isso uma atenção do governo do Brasil muito importante, de forma que eu não tenho sentido, e eu tenho visitado os locais de vacinação no nosso Estado, não tenho sentido nenhuma resistência dos venezuelanos a se vacinarem”, disse.

Uma campanha de vacinação lançada pelo governo brasileiro em 10 de março pretende imunizar 400 mil pessoas contra sarampo em 15 municípios de Roraima até 10 de abril.

As estimativas mais recentes apontam que mais de 40 mil venezuelanos já atravessaram a fronteira, fugindo da crise desencadeada por fatores como queda do preço do petróleo, alta da inflação e escassez de alimentos.

*Informações da Agência Câmara

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