Ministro da Saúde defende Mais Médicos e participação de Cuba no programa

Por em abril 29, 2015

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, negou há pouco o que considerou o mito de que o Mais Médicos é um programa unicamente articulado para trazer profissionais cubanos ao País. Conforme ele, a iniciativa baseia-se em fundamentos legais e surgiu para suprir a deficiência de médicos.

“O País tinha 1,8 mil médico por habitante em 2013, abaixo da média dos países latino-americanos. Das 17 regiões, apenas cinco estavam acima desse patamar, o que demonstra uma desigualdade intrínseca”, ressaltou o ministro.

O ministro participa de audiência pública promovida pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Fiscalização Financeira e Controle; e de Relações Exteriores e de Defesa Nacional.

Segundo Chioro, o termo de acordo da parceira entre o Brasil, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e Cuba, nasceu de um histórico de cooperação internacional e da própria experiência bem sucedida do país caribenho. Segundo ele, Cuba tinha 6,9 mil médicos por mil habitantes, em 2013, e já cooperava com 66 países. “As pessoas tratam tudo que tem a ver com Cuba num clima conspiratório, como se estivessem na Guerra Fria, mas não é bem assim”, afirmou.

Segundo ele, participam do programa mais de 20 nacionalidade, e “só por fim, nas vagas que ninguém escolheu são lotados os médicos cubanos.” Ele explicou que as vagas serão oferecidas prioritariamente a médicos brasileiros, interessados em atuar nas regiões onde faltam profissionais. Se não forem preenchidas todas as vagas, o Brasil aceita candidaturas de estrangeiros, com a intenção de resolver esse problema, que é emergencial para o País.

Mobilização de prefeitos
Chioro explicou que o Programa surgiu do movimento “Cadê o médico?”, que, em janeiro de 2013, reuniu prefeituras que não tinham a capacidade de ampliar a estrutura de atendimento à saúde. Segundo ele, a partir daí, o governo passou a estudar os modelos de cooperação internacionais para ampliar o atendimento em postos de saúde municipais.

O ministro ainda salientou que o Mais Médico é uma política de estado, portanto suprapartidária: são os prefeitos e secretários de saúde que solicitam a adesão (estima-se que o programa atenda a 4.058 de municípios até 2015) . “O que mostra que independente do debate existe um compromisso com a saúde primária da população”, afirmou, acrescentando que a saúde “só se realiza na perspectiva regional”

(Informações da Agência Câmara)

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