Medicalização da beleza: reflexão bioética sobre a responsabilidade médica

Por em agosto 2, 2012

A popularização da medicina tem motivado alguns médicos a pensarem no corpo como uma obra inacabada e que deve ser constantemente melhorada. Submetidos à análise da bioética da responsabilidade, tais profissionais, apoiados em verdades científicas para o estabelecimento de uma normalidade estética, tornam-se responsáveis pela patologização das variáveis estéticas, pelas normas sociais que valorizam a boa aparência física, pela autoestima e ações dos subjugados a tais normas. O presente estudo objetivou conhecer o que representa a medicalização da beleza para o médico e refletir sobre sua responsabilidade frente ao tema. Trata-se de estudo qualitativo-descritivo, com amostra de 10 médicos atuantes num hospital regional de médio porte, na cidade de Pouso Alegre (MG). Para a análise foi utilizado o discurso do sujeito coletivo. Os resultados deste estudo reforçam que a medicalização da beleza é vista como medicina exclusivamente estética e que a responsabilidade médica reafirma a ética médica como regente da relação médico-paciente frente ao tema.

Artigo de autoria de Liliane Cristina Silva, Adriana Rodrigues dos Anjos Mendonça, publicado na Revista Bioética – Vol. 20, No 1 (2012)

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