Laboratório brasileiro já pode voltar a fazer testes antidoping

Por em maio 14, 2015

O recredenciamento do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD), autorizado hoje (13) no Canadá, pela Agência Mundial Antidopagem (Wada, na sigla em inglês), vai permitir que as análises dos exames dos atletas que participam de competições das confederações e das federações de modalidades esportivas no Brasil possam voltar a ser feitas na instituição.

O coordenador do LBCD, Francisco Radler, disse que a decisão vai caber a cada uma das confederações e federações. “A expectativa, é claro, depende das intenções dos nossos clientes, que isso volte a ser feito conosco como foi feito em praticamente 25 anos em que o laboratório existia. Quando perdemos a acreditação, nós fazíamos exames de amostras para o esporte brasileiro, de maneira em geral, e seria natural que a gente voltasse já que temos a chancela da Wada a fazer este papel”, ressaltou.

Radler informou que, durante o período em que o laboratório ficou impedido de fazer os testes, por ter sido descredenciado, os exames tinham que ser feitos fora do país, o que, segundo ele, significou um transtorno para as representações esportivas. “Só se pode fazer os exames em laboratórios acreditados, como só havia um no Brasil, isso teria que ser mandado para fora, o que a gente entende que tenha sido uma dor de cabeça para as federações e confederações”.

O coordenador acrescentou que, além de poder voltar a prestar serviços em qualquer modalidade esportiva no Brasil, o laboratório tem agora o grande desafio dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. “Já podemos receber amostras a partir de hoje. É claro que vai haver agora um processo de indução, em que vamos ter que nos acertar com os nossos clientes e ver como esta história começa novamente a ser operada”.

De acordo com Radler, a preparação para os Jogos Olímpicos já vinha correndo em paralelo com o processo de recredenciamento do laboratório. “Agora para nós vai ser muito importante poder participar dos eventos-teste porque obviamente com isso nós também seremos testados numa ótica olímpica”, disse.

A organização dos Jogos Olímpicos já tem previsão de fazer até o ano que vem 44 eventos-teste e todos vão precisar de análises de antidopagem. “O laboratório, em princípio, tem condições de absorver essa demanda toda e a demanda brasileira para este ano e para os próximos também”, garantiu.

No Canadá, o ministro do Esporte, George Hilton, participou de reunião com integrantes do Comitê Executivo da Wada para debater as próximas ações relacionadas aos Jogos de 2016 e à adaptação do Brasil às normas mundiais de controle de dopagem. Ficou acertado que o país vai preparar a instalação de um tribunal de apelação e o reconhecimento da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) como a única entidade responsável pelo controle de dopagem no país.

Para o coordenador, isso é natural ocorrer, porque no momento em que o Brasil assinou a convenção da Unesco, que criou a Agência Mundial Antidopagem, assumiu o compromisso de acatar os preceitos da Wada. Segundo Radler, um deles diz que cada país signatário deve ter a sua agência nacional de controle de dopagem.

“No caso do Brasil, a ABCD, é como se fosse um braço da agência mundial e, em consequência, também, quem deveria estar cordenando essas atividades. Então, a minha perspectiva em relação a esses tratados internacionais é que de fato a ABCD passe a gerir esse sistema no Brasil, o que para nós, do laboratório, é muito importante, porque é uma maneira de profissionalizar o lado esportivo em relação ao controle de dopagem, que era uma coisa muito mais difícil de fazer quando tinha que tratar com diversas confederações e federações diferentes”, explicou. (Informações da Agência Brasil)

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