Informação em Saúde e o papel do médico

Por em Março 8, 2018

Informação em Saúde: o papel do médico é o mais novo livro do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). A publicação, realizada em parceria com os professores da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), Ruy Laurenti (em memória) e Maria Helena P. de Mello Jorge, também autores da obra, está disponível para download gratuito no aqui.

O livro aborda tópicos, como os sistemas de informação em Saúde existentes no Brasil; os fundamentos das estatísticas médicas internacionais; a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS); e o uso da informação por pesquisadores.

Em entrevista, Maria Helena P. de Mello Jorge falou sobre o processo de criação e elaboração da obra.

Cremesp – Como se deu a elaboração do livro?

Maria Helena – Durante uma palestra no Cremesp, em 2014, surgiu a ideia de se atualizar um livro sobre atestado de óbito. Junto a isso, pensamos na publicação de um novo livro sobre informação em Saúde, falando sobre o papel do médico dentro do grande grupo que são as informações em saúde. Disso, gerou-se um convênio entre a Faculdade de Saúde Pública da USP, o Cremesp, eu e o professor Ruy, que éramos docentes na Faculdade.

Cremesp – Quais são os principais pontos abordados?

Maria Helena – O principal objetivo que tentamos alcançar com este livro é que o médico encontre os elementos que ponham por terra a ideia de que o Brasil não possui estatísticas de Saúde e que o médico necessita, para sua orientação, utilizar dados de outros países.

Cremesp – A senhora acha que houve uma melhora, do meio do século passado para cá, com relação às informações em saúde, no Brasil?

Maria Helena – Com certeza. Houve melhoras na produção, na abrangência e na divulgação dessas informações. Hoje, nós já estamos divulgando mais esses dados. Nós temos um sistema de informação de mortalidade, por exemplo, que já foi reconhecido pela própria Organização Mundial de Saúde (OMS) como um sistema de boa qualidade.

Cremesp – Quais são as principais dificuldades e problemas do médico, atualmente, em relação à informação em saúde?

Maria Helena – Eu acho que os médicos, em geral, não conhecem a potencialidade dos sistemas oficias de informação no Brasil. A gente tem visto muito o uso de apenas estatísticas estrangeiras. Existe uma falta de conhecimento de que nós já estamos produzindo dados adequados em nosso país, e que esses sistemas têm um investimento grande, não só por parte do Ministério da Saúde, mas de pesquisadores de várias universidades brasileiras.

Cremesp – De que forma o livro auxilia os médicos e a sociedade?

Maria Helena – A ideia é contar o que nós temos de informação no país, que dados são esses e o quanto a gente pode acreditar neles. Estamos coletando as informações e passando para os médicos quais são elas, onde são encontradas, qual o grau de fidedignidade e como ter a certeza de que são boas. Nós estamos fazendo essa divulgação para que elas possam ser cada vez mais utilizadas, e que esse uso reverta em uma melhoria contínua da qualidade dessas informações.

*Informações do Cremesp

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