Futuro ministro da Saúde critica saída repentina de cubanos do Mais Médicos

Por em novembro 20, 2018

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, anunciou nesta terça-feira (20) o nome do deputado Mandetta (DEM-MS) para ministro da Saúde a partir do ano que vem. Ortopedista pediátrico, Mandetta é deputado federal desde 2011, mas não se candidatou na última eleição.

O futuro ministro criticou a saída repentina de Cuba do programa Mais Médicos. Segundo ele, este era “um dos riscos de um convênio de terceirização de uma mão de obra essencial”. Afirmou também que “mais parecia um convênio entre Cuba e o PT, e não entre Cuba e o Brasil”.

“Se você vai fazer terceirização de mão de obra, pagando para outro país, com profissional que não recebe seu salário, eu pago para outro país, e na hora que o outro país acha que é um mau negócio, eu tiro o profissional? Que negócio é esse? Esse programa tinha que ter feito uma alternativa de sustentabilidade e que não foi feito”, afirmou Mandetta.

Mandetta defendeu uma maior fiscalização do poder público para avaliar a formação e atuação de médicos estrangeiros no País. “Quando você tem um médico formado na Suécia, na melhor faculdade da Suécia e ele quer vir ao Brasil, ele mostra o currículo e vai trabalhar na Amazônia. Será que ele sabe tratar malária? Será que ele conhece o SUS? Isso é revalidar diploma. A sociedade precisa de alguém que fiscalize e puna”, disse o futuro ministro da Saúde.

O PT divulgou nota afirmando que não houve terceirização e sim solidariedade dos médicos cubanos.

SUS
Mandetta defendeu o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e ressaltou que a saúde pública no País tem enfrentado vários desafios. Mandetta destacou problemas de gestão, de informação, orçamento inadequado, de desabastecimento e cobertura vacinal baixa.

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