Direito de Resposta: Associação Brasileira de Ozonioterapia contesta informações do CFM

Por em Janeiro 3, 2018

No dia 15 de dezembro de 2017, o Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou “Nota de Repúdio ao PL que autoriza a Ozonioterapia”, externando seu inconformismo e de outras entidades médicas no que tange à possibilidade de aprovação do PL do Senado nº 227/2017, que autoriza a prescrição da Ozonioterapia no Brasil. A nota do CFM foi publicada pelo Saúde Jur no dia 18 de dezembro de 2017 (veja matéria aqui).

A Associação Brasileira de Ozonioterapia (ABOZ) contesta as informações divulgadas pelo CFM – que afirma que o referido procedimento não possui “lastro científico”. De acordo com a ABOZ, a Ozonioterapia, distintamente do quanto divulgado na Nota de Repúdio do CFM, possui amplo respaldo científico. “Seus mecanismos de ação e indicações clínicas encontram-se fartamente documentados em mais de 3.000 (três mil) artigos publicados na US National Library of Medicine, pesquisável pela plataforma PubMed. Trata-se de tratamento bem estabelecido, por exemplo, para o tratamento de dores (hérnia de disco, dores articulares), feridas (principalmente às relacionadas ao diabetes e úlceras varicosas) e infecções. Não por outra razão a terapia com ozônio medicinal é utilizado em mais de 50 (cinquenta) países, inclusive no sistema público de saúde de vários deles”.

Em Direito de Resposta, o Saúde Jur publica a nota da ABOZ que visa esclarecer e contestar informações divulgadas pelo CFM em relação ao lastro científico da Ozonioterapia, bem como explicar os benefícios medicinais proporcionados por este procedimento medicinal.

Leia na íntegra o Direito de Resposta da Associação Brasileira de Ozonioterapia (ABOZ) abaixo:

 

 

 

 

 

DIREITO DE RESPOSTA

No dia 15 de dezembro de 2017, o CFM publicou “Nota de Repúdio ao PL que autoriza a Ozonioterapia”, externando seu inconformismo e de outras entidades médicas no que tange à possibilidade de aprovação do PL do Senado nº 227/2017, que autoriza a prescrição da Ozonioterapia no Brasil. Diante das inverdades colacionadas naquele documento, a Associação Brasileira de Ozonioterapia – ABOZ vem esclarecer que:

  1. A Ozonioterapia é um procedimento médico reconhecido em mais de 50 (cinquenta) países, sendo oferecido, inclusive, no sistema público de saúde de Portugal, Espanha, Itália, Turquia, China e Rússia. Seus mecanismos de ação e indicações clínicas encontram-se fartamente documentados em mais de 3.000 (três mil) artigos publicados na US National Library of Medicine, pesquisável pela plataforma PubMed.
  1. O uso terapêutico do Ozônio Medicinal é muito seguro – o risco de complicações leves é de apenas 0,0007% e o risco de óbito, por sua vez, de apenas 0,0001% – e não retarda nem impede a realização de qualquer tipo de tratamento médico.
  1. A Ozonioterapia já conta, no Brasil, com o aval e a regulamentação do Conselho Federal de Odontologia (Resolução CFO n.º 166/2015), tendo aplicações diversas na endodontia (potencialização da fase de sanificação do sistema de canais radi-culares), cirurgia (auxílio no processo de reparação tecidual) e dor e disfunção de ATM (atividade antiálgica e anti-inflamatória), dentre outras.
  1. Segundo estudo da Profª. Drª. Celina Ramalho, Doutora em Economia da Saúde e Professora da FGV-SP, o uso do Ozônio Medicinal tem o condão de reduzir sig-nificativamente custos com diversos tratamentos médicos, além de aumentar o bem-estar e a qualidade de vida dos pacientes.
  1. A ABOZ apresentou, agosto de 2014, pedido de reconhecimento da Ozoniotera-pia como procedimento médico no Brasil, nos exatos termos da Resolução CFM n.º 1982/2012. Foram juntados, naquela oportunidade, 70 (setenta) anexos, a maioria composta por artigos científicos e documentos oficiais de 14 (quatorze) países onde a Ozonioterapia está regulamentada (inclusive no sistema público de saúde), dando conta da eficácia e segurança da terapia com Ozônio Medicinal para diversas patologias.
  1. A Associação apresentou, na mesma oportunidade, uma revisão sistemática elaborada pelo Centro Cochrane do Brasil, entidade especializada neste tipo de análise, que concluiu ser a Ozonioterapia a melhor dentre as técnicas existentes para o tratamento de dor lombar e de hérnia de disco.
  1. Todavia, o CFM, contrariando qualquer racionalidade científica, por meio de Comissão Técnica constituída por médicos sem conhecimento teórico e/ou prático sobre a técnica e, mais grave, cujo um dos membros aparentava ter graves conflitos de interesse em razão de vínculo com indústria de material médico-hospitalar, negou o pedido sob o argumento de que as evidências apresentadas não seriam consistentes e que a Ozonioterapia deveria permanecer como procedimento experimental, sem, contudo, motivar o porquê deste entendimento.
  1. Não obstante todos estes problemas, fato é que, em novembro de 2016, a Associação, firme no compromisso de levar os benefícios do Ozônio Medicinal à po-pulação brasileira, apresentou novas evidências científicas, como determina a medicina baseada em evidências, de que a Ozonioterapia é segura e eficaz. Tal pedido, infelizmente, ainda não foi analisado pelo CFM.
  1. A ABOZ seguirá firme na defesa do interesse coletivo e acreditamos que prevalecerá a verdade e a ciência para o bem da população brasileira. Esperamos que os representantes das entidades médicas que hoje ainda não perceberam o prejuízo que suas atitudes geram aos pacientes, possam rever essa posição e se alinhem com a vanguarda científica que já é realidade internacional.

 

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE OZONIOTERAPIA

Dra. Maria Emília Gadelha Serra

Diretora Presidente

 

 

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