Deputado defende reparação financeira para casos de hanseníase

Por em janeiro 24, 2014

O Dia Nacional de Combate a Hanseníase é comemorado em todo o Brasil no próximo domingo. Para marcar a data, serão realizadas ações de prevenção e de combate à doença em todo o País. Com o objetivo de avançar nas pesquisas e acabar com o preconceito que assola os portadores da doença, foi criado, no ano passado, uma Frente Parlamentar de Erradicação da Hanseníase e Doenças Elimináveis na Câmara dos Deputados.

A Hanseníase também conhecida como lepra, mal de Hansen ou mal de Lázaro, é causada pelo bacilo de Hansen, que afeta nervos e pele, causando sérios danos se não for tratada a tempo.

Pela falta de conhecimento, até meados de 1981, as pessoas infectadas eram excluídas e afastadas da sociedade. Segundo o coordenador da frente parlamentar, deputado Nilmário Miranda (PT-MG), muitas crianças e adultos foram afastados da família até esse período e, para reparar o erro cometido, o Estado deverá reconhecer o ocorrido de forma histórica e financeira.

“A hanseníase, a exemplo de outras doenças associadas à pobreza, já deveria ter sido erradicada no Brasil, assim como chagas e outras doenças da mesma natureza”, afirma o parlamentar.

“Essa doença é curável e erradicável e, portanto, o Brasil deve a essas pessoas também uma reparação histórica, mas também financeira, que é uma maneira do Estado reconhecer o erro que cometeu”, defende Miranda.

2 mil novos casos no Ceará
Segundo dados no Ministério da Saúde, o estado do Ceará, por exemplo, registrou, somente em 2012, mais de dois mil novos casos da doença. Apesar da redução, comparado com os anos anteriores, os casos de hanseníase ainda são considerados altos.

A hanseníase é uma doença infecto-contagiosa, que se manifesta em várias partes do corpo, através de manchas esbranquiçadas ou avermelhadas. Em geral elas não coçam, mas é possível identificá-las, pois causa formigamento, dormência e ausência de dor no local.

A doença compromete parte dos nervos dos braços, mãos, pernas e pés. Quando diagnosticada antes, a doença não deixa sequelas, como as deformidades, pelo corpo. O tratamento está disponível no Sistema Único de Saúde e dura de seis a doze meses. (Informações da Agência Câmara)

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