Cremesp recebe apoio de entidades médicas para o Exame Obrigatório de recém-formados

Por em Fevereiro 2, 2018

A importância da aprovação da Lei que institui o Exame Obrigatório para recém-formados em Medicina, a violência contra profissionais da saúde, principalmente médicos e enfermeiros, além da necessidade do Registro de Qualificação de Especialista (RQE) junto ao Cremesp foram temas da reunião entre o presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Lavínio Nilton Camarim, e o diretor 1º secretário, Bráulio Luna Filho, com representantes de mais de 30 sociedades e associações de especialidades médicas, na sede do Conselho, nesta quinta-feira (1/2).

Exame Obrigatório
A campanha para instituir o Exame Obrigatório foi apresentada por Camarim, que ressaltou a importância do apoio de todos os representantes presentes para que a Lei seja aprovada. “Nós estamos realizando essa força-tarefa para sensibilizar os médicos e também a população sobre a necessidade do Exame Obrigatório. Queremos mostrar para os senadores que uma Lei nesse sentido tem que ser aprovada. Essa é a melhor maneira para garantir o exercício da boa Medicina”, afirmou.

Luna Filho destacou que o Exame do Cremesp é aplicado há 13 anos no Estado, o que trouxe para o Cremesp uma expertise em relação ao assunto. “A prova foi criada com a Fundação Carlos Chagas e professores de Medicina, levando em consideração o que é exigido pela grade curricular. Também temos uma parceria com o National Board of Medical Examiners (NBME), que validou o modelo. Temos certeza de que a prova avalia de forma justa e concreta o aluno de Medicina”, disse ele.

Violência contra os médicos

Também durante o encontro, foi destacada a campanha “Violência Não Resolve”, do Cremesp, em parceria com o Coren-SP. Os presentes frisaram que atos de violência contra médicos fazem parte da rotina de muitas especialidades e que, muitas vezes, o profissional não tem a quem recorrer e precisa continuar o atendimento para não prejudicar os demais pacientes.

Por esse motivo, o Cremesp irá criar um canal de comunicação para que os médicos possam denunciar casos sofridos de violência. “Queremos incentivar a denúncia e, em um primeiro momento, iremos providenciar orientações para esses médicos. Mais adiante, poderemos fazer um diagnóstico da situação e propor soluções para que episódios, como o de Ribeirão Preto, não aconteçam”, declarou Camarim.

O presidente do Cremesp também pediu apoio dos presentes para a aprovação do Projeto de Lei que está atualmente em tramitação final na Câmara dos Deputados e prevê a alteração do Decreto-Lei nº 2.848 de 1940, aumentando a pena em 1/3 em caso de lesões corporais. “Essa Lei visa à proteção do médico e outros profissionais da saúde contra diversas formas de violência, caracterizadas por ameaças, agressões verbais e físicas e, até mesmo, homicídios”, comentou.

Pelo Cremesp, também estiveram presentes Krikor Boyaciyan e Aizenaque Grimaldi de Carvalho, corregedor e vice-corregedor, respectivamente, além dos conselheiros Akira Ishida e Marco Tadeu Moreira de Moraes. A reunião contou com representantes da Sociedade Paulista de Pneumologia (SPPT); Sociedade Brasileira de Genética Médica (SBGM); Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC); Associação Brasileira de Medicina Legal e Perícias Médicas (ABMLPM); Sociedade Paulista de Reumatologia (SPR); Associação Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV); Associação dos Médicos Maçons (Amem); Associação Brasileira de Nutrologia (Abran); Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP); Academia Brasileira de Neurologia; Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG); Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM); Acesp; Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão (SBCM); Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai); Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de SP (Sogesp); Sociedade Brasileira de Urologia (SBV) e Associação Paulista de Medicina do Trabalho (APMT).

*Informações do Cremesp

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