Dia Internacional das Mulheres: Cremesp lança Câmara Temática para debater realidade de médicas

Por em março 8, 2017

Neste Dia Internacional da Mulher, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) lança a Câmara Temática Interdisciplinar da Mulher. A comissão, que reúne profissionais das áreas da Medicina, Direito, Enfermagem, Jornalismo e de movimentos organizados, foi criada para discutir os desafios enfrentados pelas mulheres na vida contemporânea.

No Brasil, a mulher já representa mais da metade da população e, mesmo inserida ativamente no processo de transformação econômica e social do país, com deveres e responsabilidades, ainda possui demandas patentes no que concerne à garantia e aplicação de seus direitos. Relatório de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas (ONU/2013) indica que o país ainda ocupa a 85ª posição no ranking mundial em desenvolvimento humano e desigualdade de gênero.

Neste contexto, a Câmara Temática Interdisciplinar da Mulher do Cremesp discutirá os agravos físico-psicossociais em saúde que envolvem a mulher nos campos do trabalho, da vida doméstica e social, tais como violência sexual, violência doméstica, atenção à saúde da gestante e puérpera, incluindo aquelas em situação de penas restritivas de liberdade, além de debater temas como o aborto.

A Câmara Temática Interdisciplinar da Mulher será coordenada pela conselheira do Cremesp, Marli Soares, e será integrada por: Albertina Duarte, Kátia Boulos, Maria Ivete Castro Boulos, Carmita Abdo, Eva Blay, Vânia Maria Ruffini Penteado Balera, Fabíola Mattozinho, Denize Ornelas, Caio Rosenthal, Eurípedes Balsanulfo, Krikor Boyaciyan, Cristião Fernandes, entre outros.

Realidade das mulheres médicas

A Câmara Temática fará também um recorte para a mulher médica, levantando e discutindo dados sobre a violência contra as profissionais da saúde, natureza dos processos éticos-profissionais contra médicos e médicas nos últimos dez anos (com comparativo proporcional ao número de médicos e médicas registradas no Cremesp no mesmo período) e dados sobre suicídio entre médicas.

Recente levantamento da Demografia Médica de São Paulo mostra que a participação feminina na Medicina no Estado nunca foi tão alta e a tendência é que continue crescendo. Entre os formandos, as mulheres somavam 50% em 2006 e em 2015 eram de 52,2%.

Atualmente, São Paulo tem 123.761 médicos com endereço em território paulista e em atividade. Destes, 55,3% são homens e 44,7% são mulheres. No grupo de até 35 anos elas representam 54%. Já na faixa mais jovem, com idade inferior a 25 anos, são 58,1%.

Evolução da participação feminina na Medicina

Em 1957, quando o cadastro no Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) se tornou obrigatório, registraram-se 1.265 homens e apenas 113 mulheres. Segundo dados da Demografia Médica no Estado de São Paulo, em 1980, entre os novos inscritos no Cremesp, as mulheres representavam apenas 31,41%.

Os desafios ainda são muitos e na área médica a situação não é diferente. Por isso, o Cremesp reitera seu apoio às demandas de gênero e defende diálogo aberto para discussões que levem à melhoria de suas condições de trabalho.

*Informações do Cremesp

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