Nota: Cremesp repudia declarações do Ministro da Saúde sobre repasse ao Hospital São Paulo

Por em abril 27, 2017

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) repudia as declarações contraditórias do Ministro da Saúde, Ricardo Barros, ao tentar justificar o não aumento de repasse de verbas ao Hospital São Paulo, que enfrenta grave crise financeira e assistencial, e poderá deixar milhares de pessoas desassistidas.

A alegação do ministro da Saúde, de que o hospital “já recebe verba suficiente”, parece não considerar a situação econômica precária do País, o aumento do desemprego e consequente crescimento da migração de usuários de planos de saúde para o SUS, causando desequilíbrio financeiro. Sinaliza, também, desconhecimento acerca da importância histórica da instituição para a formação médica e para a assistência de uma área que abrange mais de 5 milhões de habitantes, além de atender pacientes de outros estados.

O Cremesp também se solidariza e pede atenção do Governo para as demais instituições públicas de saúde, mencionadas pelo ministro, que vivem situação semelhante. Recente pesquisa do Cremesp, feita na capital paulista, revelou um cenário de superlotação, falta de financiamento e os gestores tendo de atender uma demanda aumentada com os mesmos recursos.

O Hospital São Paulo, nos seus quase 80 anos, tornou-se referência como hospital de ensino, abrigando cerca de 90 programas de Residência Médica e Multiprofissional, atendendo a todas as especialidades, com vocação para procedimentos de alta complexidade, e realizando mais de 90 mil consultas, 2.600 internações, 1.600 cirurgias e cerca de 290 mil exames laboratoriais por mês.

Pelo atendimento digno e de qualidade à população, o Cremesp aguarda do Governo Federal que assuma com responsabilidade seu papel institucional e, junto aos gestores municipal, estadual e federal, busquem a rápida solução para o problema e que o Hospital São Paulo possa continuar prestando relevantes serviços à população.

*Informações do Cremesp

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