Cremesp apoia posicionamento do MS sobre uso equivocado do termo “violência obstétrica”

Por em Maio 14, 2019

O Cremesp entende que o conceito de violência extrapola qualquer ato médico por caracterizar a intencionalidade com objetivo claro de produzir sofrimento a outrem. Ao ser utilizado de forma genérica, o termo acaba por estimular conflitos e comprometer a relação médico-paciente, fundamental para uma boa assistência obstétrica.

Este Conselho Regional esclarece que os profissionais médicos são capacitados durante anos de treinamento para realizar o auxílio à parturição, com objetivo único de prevenir e corrigir partos complicados que possam prejudicar o binômio materno fetal.

Considera ainda, que o uso de procedimentos e medicação durante este momento tem indicações precisas que devem ser seguidas e, quando corretamente realizados, podem, inclusive, salvar vidas.

Por fim, o Cremesp entende que a humanização de todo atendimento médico é essencial, que é direito de todos os pacientes, incluindo as gestantes, serem tratados com dignidade e respeito. Ademais, o princípio bioético fundamental da não-maleficência deve guiar toda assistência médica, estando a Medicina sempre a serviço da saúde e do bem-estar do ser humano. (“Ministério da Saúde veta uso do termo ‘violência obstétrica'”, Cotidiano, 7/5)

Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp)

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