Aprovada assistência psiquiátrica para alunos de medicina e médicos do Mais Médicos

Por em Abril 23, 2019

A Comissão de Educação da Câmara aprovou proposta (PL10105/08) que prevê assistência psiquiátrica e psicológica para alunos de medicina e para médicos que participam do programa Mais Médicos.

A proposta, que veio do Senado, altera as leis que regulamentam a residência médica (Lei nº 6.932/81) e o programa Mais Médicos (Lei nº 12.871/13) para garantir essa assistência nas instituições onde esses profissionais atuam.

A relatora na Comissão de Educação, deputada Professora Dorinha Seabra Rezende, do Democratas de Tocantins, afirmou que é preciso acompanhar os alunos de medicina que apresentam sintomas de depressão para que eles possam aprender a lidar com o estresse que a profissão apresenta diariamente.

“As instituições que lidam diretamente com o afastamento temporário e situações de doença e depressão mostram que tem um percentual alto de médico em situação de depressão o que leva até o suicídio. A preocupação também com os médicos estrangeiros que vem para um país completamente estranho para lidar com a pressão de hábitos e cultura, de lidar com a questão da insegurança e do risco á vida com que eles lidam o tempo todo.”

Para o psiquiatra Leonardo Sérvio, na medicina os alunos vivem em constante pressão porque além do atendimento, realizado com os pacientes, ainda existe uma grande carga de instrução formal que precisa ser absorvida.

“E hoje com a velocidade da informação mais rápida essa demanda ela também é mais rápida o que gera também uma maior ansiedade. É como se os médicos por si só já tivessem traços que os predispusessem a isso e o mundo de um modo geral dá também sua contribuição hoje de uma forma mais intensa, daí esses índices mais elevados.”

O estudo de doutorado da psicóloga Fernanda Brenneisen Mayer, apresentado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, mostra que entre os 1350 estudantes do curso de Medicina de 22 escolas médicas de todo o país, 41% dos estudantes apresentam sintomas depressivos e mais de 80 por cento demonstraram ansiedade momentânea ou de personalidade.

Além disso os estudantes pesquisados citaram o cansaço, a auto cobrança, a irritabilidade e o distúrbio do sono como problemas enfrentados durante o curso.

*Informações da Agência Senado

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