CFM lança revista de humanidades médicas

Por em janeiro 7, 2013
O Conselho Federal de Medicina (CFM), lança, esta semana, a revista Medicina CFM, que, segundo o 1º Secretário e coordenador de comunicação da entidade, Desiré Carlos Callegari, “nasce vocacionada para o debate das humanidades e de suas consequências sobre as ciências médicas”.
Com periodicidade quadrimestral e uma primeira edição com reportagens, entrevistas e artigos de alta qualidade, a publicação oferecerá aos médicos e à população conteúdo que estimula a reflexão sobre temas como filosofia, antropologia, arte e cultura, relacionando-os à prática médica.
A revista Medicina CFM tem tiragem de 30 mil exemplares e será distribuída para bibliotecas, entidades médicas, lideranças etc. Os interessados podem se reportar ao CFM para solicitar o recebimento da publicação. Basta enviar os dados completos (nome, endereço, telefone) paraimprensa@portalmedico.org.br. O contato também pode ser feito através do formulário “Fale Conosco” do site do CFM.
Aprimoramento – “Fazer medicina não se resume ao domínio pleno da técnica. O conhecimento pode salvar vidas, mas o ciclo do bom atendimento só se completa quando o médico agrega à sua prática outros elementos, em grande parte ausentes em livros de anatomia ou de farmacologia”, defendem Callegari e o presidente do CFM, Roberto Luiz d’Avila, no primeiro editorial da revista.
Na opinião de ambos, é preciso enxergar o caráter humano de quem se apresenta no consultório ou no ambulatório. Para tanto, o médico necessita superar seus limites e buscar, numa formação ampla, instrumentos que possam capacitá-lo para este desafio diário. A leitura constante, o contato com outras ciências e o estímulo à sensibilidade pelo contato com a música, o cinema e as demais artes em geral seriam formas de se atingir esta meta.
Em sua edição de estreia, a revista ousa ao discutir o passado e o universo de imagens do trabalho médico numa entrevista com Michael Sappol, historiador-curador da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos. Além disso, tangencia o futuro, em reportagens e entrevistas que tratam de implicações éticas do uso de biotecnologias de melhoramento humano.

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