BA: hospitais podem parar esta semana

Por em dezembro 22, 2014

Os médicos da Sesab contratados através de Pessoa Jurídica e cooperativa continuam com seus salários atrasados. No mês de setembro houve uma mobilização que culminou em um acordo com a Sesab para pagar o mês de outubro até amanhã, 20 de dezembro. Diante desta situação, os médicos do Hospital Geral Roberto Santos e do Menandro de Farias deliberaram pela paralisação a partir do dia 25 de dezembro, caso o acordo seja descumprido.

De acordo com a coordenadora do Núcleo de Contratos da Sesab, Thaís Fraga, o Ministério da Saúde encaminhou os recursos para o pagamento dos médicos terceirizados ontem (18), e os pagamentos devem ser efetuados na próxima segunda-feira (22). O sindimed entrou em contato com o chefe de gabinete da Sesab, Paulo Barbosa, que garantiu que os pagamentos entrarão na conta dos médicos na terça-feira (23).

Segundo o vice-presidente do Sindimed, Luiz Américo esta situação é crônica, vem de anos, e sempre se repete, ao ponto que os médicos não toleram mais este desrespeito. “Esse é o resultado da política de terceirização da saúde, que só beneficia os grupos econômicos em detrimento dos trabalhadores. Os médicos não têm direito a férias e ainda estão submetidos a problemas como o atraso salarial”, afirmou o vice-presidente.

Hospitais terceirizados do interior vivem crise

Os salários dos médicos e demais profissionais de saúde do Hospital Regional Dantas Bião, em Alagoinhas, estão com os salários atrasados há dois meses. Atualmente os atendimentos eletivos da unidade estão suspensos, só mantendo a emergência em funcionamento. Da mesma forma, os médicos do Hospital Santa Tereza de Ribeira do Pombal estão há três meses sem receber o pagamento. Por isso, os médicos das duas instituições ameaçam paralisar as atividades, caso os salários não sejam regularizados.

De acordo com Alfredo Martini, diretor geraldo Monte Tabor Centro Ítalo Brasileiro de Promoção Sanitária, instituição contratada pela Sesab para gerir o Hospital Dantas Bião, no momento a empresa aguarda, por parte do Governo do Estado, o repasse dos recursos previstos no contrato de administração da referida unidade hospitalar, para imediata regularização dos pagamentos.

O diretor da Monte Tabor ainda acrescentou, em nota oficial, que a instituição não tem mais condição de arcar com as antecipações dos pagamentos, suprindo os atrasos do governo, o que vinha sendo feito até agora, e acarretou no desequilíbrio econômico financeiro. Para tentar equilibrar as contas, segundo Martini, a Monte Tabor vem, desde 2012, alertando a Sesab desta situação e pleiteando ajustes contratuais, sem conseguir. Caso o contrato mantenha sem reajuste, a Monte Tabor pode deixar a gestão do Hospital Dantas Bião: “Em não havendo o ajuste dos valores do contrato em conformidade com a realidade dos gastos não poderemos continuar como gestores da Unidade”, afirmou Martini.

(Informações do SINDIMED-BA)

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