Alerta sobre semi-residências e o valor do título de especialista

Por em janeiro 12, 2017

Desde o fim do ano passado, a Associação Paulista de Medicina e as outras entidades médicas estaduais estão criando uma campanha pela valorização do título de especialista, com o objetivo de esclarecer a população sobre o assunto.

É de conhecimento da APM que existem cursos de pós-graduação, autorizados pelo Ministério da Educação (MEC), que se intitulam indevidamente como residência médica ou mesmo como “semi-residência”. Estes programas, de qualidade quase sempre duvidosa, prejudicam a percepção da população sobre os parâmetros para que um profissional seja considerado especialista.

“Temos que valorizar as residências e as sociedades de especialidades – que concedem os títulos com critérios bem estabelecidos e condizentes com a atividade médica. Cursos fora deste escopo tiram força das sociedades e permitem que qualquer unidade hospitalar possa dar um curso ao médico, mas sem a mesma dedicação que teria em uma residência”, avalia o diretor adjunto de Defesa Profissional da APM, Marun David Cury.

Esses cursos são, muitas vezes, ministrados por ensino à distância, com encontros presenciais em alguns fins de semana. Ou seja, não contam com conteúdo prático de atendimento nem de tutoria, como é preconizado para o bom ensino. E ao fim deles, alguns profissionais passam a se apresentar como especialistas para os pacientes ou mesmo recorrem à Justiça para pleitear o título de especialista.

*Informações da Associação Paulista de Medicina

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