69,4% dos médicos querem exame reprobatório

Por em outubro 9, 2019

Com o objetivo de obter informações relevantes, que possam contribuir para a construção de uma política de Estado para a Saúde – e não apenas de políticas partidárias, como ainda ocorre a cada troca de Governo –, a Associação Paulista de Medicina (APM) acaba de realizar pesquisa inédita.

CONFIRA A ÍNTEGRA DOS RESULTADOS NESTE LINK

O levantamento com 695 médicos tem caráter nacional e retrata a percepção de associados e não associados. Foi realizado pela plataforma SurveyMonkey entre os dias 23 e 30 de setembro de 2019.

É propositivo, apontando os anseios e a percepção dos médicos – que são justamente os profissionais que estão na linha de frente da assistência aos pacientes – referentes a ações capazes de qualificar a Saúde no Brasil.

FORMAÇÃO E QUALIFICAÇÃO
Expressivos 91,2% consideram que deve haver no País um exame obrigatório para medir os conhecimentos dos egressos de faculdades de Medicina. Para 69,4%, a avaliação deve ter caráter reprobatório. Quem não passar não receberá o registro para exercer a prática médica.

Vale destacar também que 39,6% são a favor do fechamento dos cursos que oferecem ensino insuficiente aos futuros médicos.

Tais resultados levam a recordar que até 2018, quando o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP) aplicava uma prova em São Paulo, a performance dos egressos, em especial os das escolas particulares, era bem tímida. Aliás, na edição de 2018, houve as seguintes constatações:

• 86% erraram a abordagem inicial para atendimento a paciente vítima de acidente de trânsito;
• 69% não souberam as diretrizes para aferição da pressão arterial;
• 68% não acertaram a conduta para paciente com infarto no miocárdio;
• 65% erraram o quadro laboratorial do diabetes mellitus descompensado;
• 59% não informaram corretamente o período de transmissão da gripe;

Ainda quanto à formação e qualificação para o exercício da Medicina, o levantamento da APM mostra que 91,7% defendem uma prova de revalidação de diplomas obrigatória para os graduados fora do território nacional, sejam eles de outros países ou brasileiros. Outros 5,6% entendem que só deve ser aplicada aos estrangeiros.

Foi solicitada, ainda, opinião sobre o programa ‘Médicos pelo Brasil’, recentemente anunciado pelo Ministério da Saúde. Pergunta de resposta única, teve o seguinte retorno: 49% acreditam que será importante para a distribuição de profissionais pelo País; 26,2% julgaram que será importante em relação à criação de uma Carreira de Estado federal; 14,8% para o crescimento de especialistas em Medicina de Família e Comunidade; e 10% para o controle da atuação de médicos formados no exterior sem diploma revalidado.

*Informações da Associação Paulista de Medicina

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